Março Lilás: prevenção e combate ao câncer do colo do útero
O Março Lilás é um convite importante para olhar com mais atenção para a saúde da mulher e reforçar uma mensagem que pode salvar vidas: o câncer do colo do útero pode ser prevenido em muitos casos com duas medidas essenciais: a vacina contra o HPV e o exame preventivo, conhecido como Papanicolau. No Brasil, essas estratégias são consideradas complementares no controle da doença.
Muita gente só se lembra desse assunto quando aparece uma campanha, mas a prevenção precisa fazer parte da rotina. Isso porque o câncer do colo do útero costuma se desenvolver de forma lenta, a partir de alterações que podem ser identificadas antes de virarem um problema mais grave. Quando essas alterações são descobertas cedo, as chances de cuidado adequado aumentam bastante.
O que é o câncer do colo do útero?
O colo do útero é a parte inferior do útero, que faz ligação com a vagina. O câncer nessa região está fortemente associado à infecção persistente por tipos de HPV de alto risco, um vírus muito comum que afeta pele e mucosas. Existem mais de 200 tipos de HPV; alguns causam verrugas, enquanto outros estão ligados ao desenvolvimento de tumores, incluindo o câncer do colo do útero.
Ter contato com o HPV não significa, automaticamente, que a pessoa terá câncer. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente. O problema está quando a infecção persiste e provoca lesões que podem evoluir ao longo do tempo. É justamente por isso que a prevenção e o rastreamento são tão importantes.
Por que o Março Lilás é tão importante?
Campanhas como o Março Lilás ajudam a lembrar que o cuidado preventivo não deve ser adiado por medo, correria ou falta de informação. Ainda hoje, muitas mulheres deixam o exame preventivo para depois porque não sentem sintomas, porque acham desconfortável ou porque acreditam que “está tudo bem”. Mas o câncer do colo do útero pode começar de forma silenciosa, sem sinais claros no início.
Falar sobre esse tema também é uma forma de combater mitos. A prevenção não depende de uma única atitude. Ela envolve vacinação na idade recomendada, realização periódica do Papanicolau ou do exame indicado pelo serviço de saúde, e acompanhamento médico quando houver alterações ou sintomas.
Papanicolau: o exame que ajuda a detectar alterações precocemente
O Papanicolau é um exame simples, rápido e muito importante para o rastreamento do câncer do colo do útero. Ele permite identificar alterações celulares antes mesmo do surgimento do câncer, o que abre espaço para acompanhamento e tratamento no momento certo.
No Brasil, o rastreamento com exame citopatológico é recomendado, em geral, para mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual. A orientação é fazer os dois primeiros exames com intervalo de um ano e, se ambos forem normais, passar a repetir o exame a cada três anos.
Esse intervalo não significa descuido. Ele existe porque as diretrizes de rastreamento levam em conta evidências científicas sobre benefício e segurança. Ou seja: seguir a periodicidade correta é parte do cuidado.
A vacina contra o HPV também é prevenção
Outro pilar fundamental é a vacinação contra o HPV, que ajuda a prevenir infecções pelos tipos do vírus mais associados ao câncer do colo do útero. A Organização Mundial da Saúde destaca que a vacinação contra o HPV é altamente eficaz na prevenção da infecção e do câncer do colo do útero, especialmente quando aplicada na faixa etária recomendada.
No Brasil, a vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. O Ministério da Saúde também informa que a vacinação faz parte das principais medidas de proteção, junto com o uso de preservativos e o acompanhamento preventivo.
É importante destacar um ponto: mesmo quem tomou a vacina deve fazer o exame preventivo quando atingir a idade recomendada. Isso acontece porque a vacina não protege contra todos os subtipos oncogênicos do HPV, e por isso vacinação e rastreamento andam juntos.
Quando procurar avaliação médica?
Além do rastreamento de rotina, a mulher deve buscar avaliação médica se notar sinais como:
- sangramento fora do período menstrual
- dor durante a relação sexual
- corrimento persistente com alteração
- dor pélvica frequente
- sangramento após a relação ou após a menopausa
Esses sintomas não significam necessariamente câncer, mas precisam ser investigados por um profissional de saúde. A OMS reforça que, em qualquer idade, a detecção precoce de mulheres com sintomas, seguida de tratamento oportuno, pode melhorar muito os resultados do cuidado.
Informação e prevenção caminham juntas
Uma das maiores barreiras ao cuidado ainda é o adiamento. Muitas mulheres deixam o Papanicolau para “quando der tempo” ou acreditam que só precisam procurar atendimento quando algo está errado. Mas a prevenção é justamente agir antes do problema aparecer ou piorar.
O Março Lilás reforça essa consciência: cuidar da saúde íntima, manter os exames em dia e conferir a situação vacinal da família são atitudes de responsabilidade e autocuidado. A combinação entre vacina contra o HPV e rastreamento do colo do útero é hoje uma das estratégias mais importantes para reduzir casos e mortes pela doença.
Um cuidado que merece prioridade
Colocar a prevenção em dia é uma atitude de carinho com a própria saúde. O Papanicolau continua sendo um exame indispensável para muitas mulheres, e a vacina contra o HPV representa um avanço importante na proteção das novas gerações. Quanto mais informação e acesso, maiores as chances de diagnóstico precoce e de redução do câncer do colo do útero.
No Março Lilás, a principal mensagem é simples e poderosa: prevenir é melhor do que remediar. Falar sobre o tema, atualizar a vacinação e não adiar o exame preventivo são passos concretos para cuidar da saúde da mulher com atenção, consciência e dignidade.
📅 Agende sua consulta hoje mesmo e cuide da sua saúde antes que os sintomas apareçam.




